| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | F. paludicola |
O bicudinho-do-brejo-paulista é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae.
O bicudinho-do-brejo-paulista (Formicivora paludicola) é uma das descobertas mais interessantes e recentes da ornitologia. Essa pequena ave foi descoberta próxima ao maior centro metropolitano da América do Sul, São Paulo, com registros confirmados nos Municípios de Mogi das Cruzes, Biritiba-Mirim, Salesópolis, Guararema, São José dos Campos e mais recentemente, Santa Branca.
O primeiro indivíduo foi descoberto em 2004, mas a espécie só entrou para lista oficial de espécies de aves brasileiras em 2015 (CBRO – Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Infelizmente, assim que o bicudinho-do-brejo-paulista foi reconhecido como espécie, já entrou direto para a lista do Ministério do Meio Ambiente como criticamente ameaçada de extinção. O problema é que ele habita áreas muito vulneráveis de brejos naturais que estão desaparecendo ou sendo poluídos.
Seu nome científico significa: do (latim) formica = formiga; e -vorus, vorare = que devora, que come, devorar; e paludicola = dos pântanos, brejo, charco. ⇒ Papa formiga do pântano.
Possui cerca de 15 cm, bico alongado e fino. As coxas e a porção inferior dos machos são pretas, mais escuras do que essas partes do bicudinho-do-brejo (Formicivora acutirostris). Seu dorso é de um tom marrom-acinzentado escuro, igualmente distinto do da espécie irmã; A fêmea apresenta face e partes inferiores negras marcadas de branco com flancos e crisso oliva-amarronzado escuro, cauda negra, graduada e composta de dez retrizes.
Captura insetos e artrópodes a baixa altura, aos casais ou pequenos grupos familiares.
Os brejos onde a espécie é encontrada são constituídos principalmente por taboa (Typha dominguensis) e piri (Schoenoplectus californicus), onde costuma se mover em voos curtos e saltos nos estratos mais baixos da vegetação do brejo, sem vocalizar muito. Em uma área de vida não maior que 0,60 ha, a ave vive em pares ou pequenos grupos familiares, defendendo seus territórios e forrageando em busca de insetos, tais como pequenos artrópodes ou larvas de borboletas.
Brejos e charcos dos Municípios paulistas de Mogi das Cruzes, Salesópolis, Biritiba-Mirim, Guararema, São José dos Campos e Santa Branca.